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ASSESSORIA DE IMPRENSA NÃO É MÍDIA GRATUITA

  • Sirlene Milhomem
  • 18 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 31 de mar. de 2023


Um renomado empresário de Goiânia solicitou para a nossa agência uma proposta de prestação de serviços de assessoria de imprensa. Naquela época eu já tinha mais de 20 anos de experiência na área e inúmeros cases de trabalhos de alta performance. Depois de

fazermos um estudo de mercado e da empresa do "futuro cliente" apresentamos a proposta.


Nossa surpresa foi grande quando o empresário, com um tom de impaciência na voz, disse que nossa proposta era absurda. Ele só pagaria (um valor que ele mesmo estipulou) por reportagem, matéria ou nota veiculada. Mas o pior ainda estava por vir. Ele estabeleceu o número de vezes que a empresa dele deveria aparecer nas principais colunas dos jornais diários. "Dessa forma sei o que estou pagando", disse.


Ele reforçou seu ponto de vista mesmo quando dissemos que a forma de remuneração desse serviço é usualmente por meio de um fee mensal que cobre, entre outras coisas, custo de profissionais que se ocupam com o processo de planejar e apurar informações da empresa que sejam de interesse dos veículos de comunicação, rotinas como atualização de cadastros de jornalistas, acompanhamento das notícias publicadas sobre o seu setor de negócios e a verificação constante de recebimento pelo veículo de comunicação de sugestão de pauta.


Isso mesmo: sugestão porque se o jornalista, que recebe informação do assessor de imprensa, se interessar pelo assunto ele publica espontaneamente o fato. O que não inclui no serviço de Assessoria de Imprensa é a compra de espaço. Jornalista não vende espaço editorial.


A mídia publicitária é, literalmente, outro departamento. Essa experiência nos fez incluir no check list da primeira reunião da agência com o cliente um slide sobre o que é, como atua, e quais são os resultados alcançados com um serviço de assessoria de imprensa. E, ainda, porque a mídia espontânea é tão importante para a reputação da empresa. Trabalhamos com a construção de credibilidade, imprescindível para a venda de um produto ou serviço, especialmente em áreas de grande concorrência.


E o que aconteceu com a empresa daquele empresário? Continua na ativa. Mas a mídia espontânea? Imperceptível! Uma empresa pode até dizer que ela é a melhor em sua área, mas essa afirmação pode não ser percebida como verdadeira a não ser que outras pessoas (principalmente jornalistas) também falem positivamente sobre a marca.


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